No Free Lunch

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1 — The Third Mode of Explanation
2 — Another Way to Detect Design?
3 — Specified Complexity as Information
4 — Evolutionary Algorithms
5 — The Emergence of Irreducibly Complex Systems
6 — Design as a Scientific Research Program

Este é o segundo livro da trilogia de William Dembski, na qual são expostos métodos estatísticos para a inferência de causas inteligentes[1].

Preface

O título No Free Lunch se refere à coleção de teoremas matemáticos a respeito de algoritmos evolutivos. Esses algoritmos são extremamente limitados e dependentes de informações adicionais antes que estejam aptos para resolver problemas. Por isso, são incapazes de fornecerem uma justificativa computacional do mecanismo de seleção natural e variações aleatórias como força de criação no campo biológico. O subtítulo Why Specified Complexity Cannot Be Purchased without Intelligence se refere àquele tipo de informação conhecida como Informação Complexa e Específica (ICE), cuja detecção é considerada um indicador empírico de intencionalidade, propósito, inteligência ou design.[2]

No primeiro livro da trilogia, The Design Inference, William Dembski argumentou que a Complexidade Especificada é um indicador confiável para detecção de agentes inteligentes. Críticos desse argumento dizem que algoritmos evolutivos e o mecanismo darwiniano conseguiriam produzir Complexidade Especificada mesmo sem agência inteligente. As respostas a essa crítica foram antecipadas nesse mesmo livro, mas sem grandes detalhamentos. Esse detalhamento aparece em No Free Lunch, que demonstra a incapacidade do processo darwiniano para gerar Complexidade Especificada, e também que explicações puramente naturalistas são insuficientes. Dessa forma, causas puramente naturais deveriam ser distinguidas de causas inteligentes, e que o design constitui uma explicação causal legítima[3].

A grande dificuldade com o design é a sua conceituação teórica. A teoria do design defendida no livro não é um retorno aos argumentos de William Paley, mas sim um arcabouço conceitual baseado em Teoria da Probabilidade, Ciência da Computação, o conceito de informação, biologia molecular e na filosofia da ciência. A argumentação de Paley estava muito vinculada aos seus comprometimentos metafísicos e religiosos, pois para ele, o designer era o Deus do Cristianismo, transcendente, pessoal e moral, com todas as perfeições atribuídas a esse Deus. Por outro lado, o designer que aparece no Design Inteligente é uma inteligência capaz de gerar Complexidade Especificada, mas sem identificá-lo com nenhuma corrente religiosa ou filosófica[4].

Uma das motivações que levou o autor a escrever o livro é libertar a ciência das restrições arbitrárias que impedem o seu verdadeiro progresso, reprimem o questionamento e subjugam a educação científica, além de transformar a ciência em uma espécie de "sacerdócio secular", evitando que seja dada a devida atenção ao Design Inteligente. A rejeição à hipótese do design não deveria vir por imposição de limites arbitrários que excluam tal hipótese sem a devida consideração das evidências. Os cientistas teóricos, que costumam criar entidades como quarks, cordas, ou matéria escura poderiam se referir ao designer como mais uma dessas entidades teóricas a serem adicionadas à lista[5].

Duas limitações principais tem sido usadas para manter o design de fora das ciências naturais: o naturalismo metodológico e a disteleologia. No livro, o autor trata apenas do naturalismo metodológico, cujo papel para a ciência tem sido apenas o de "vesti-la com uma camisa de força". A disteleologia seria, em suma, um problema teológico e não científico, pois excluir o design da biologia pelo fato de nem todos os sistemas biológicos satisfazerem as expectativas daquilo que um projetista deveria ou não fazer é, na verdade, uma evasão[6].

É comum haver confusão na terminologia das palavras na expressão Design Inteligente. "Inteligente" quer dizer somente que algo foi resultado da ação de um agente inteligente, este podendo agir de modo estúpido ou com maestria e habilidade. Design Inteligente não quer dizer também "design otimizado", pois não é nesse sentido que a comunidade inteligentista tem usado o termo. Além disso, há necessidade do termo "inteligente" para evitar confusão com um possível design aparente. Não importa se a inteligência age com talento ou com estupidez, ou de modo otimizado ou sub-otimizado, pois essas são perguntas separadas[7].

Chapter 1: The Third Mode of Explanation

O capítulo 1 faz uma apresentação não técnica sobre o trabalho do autor a respeito da inferência ao design, e torna explícita a conexão deste com o darwinismo.[8] Como o design é detectável empiricamente, fazendo-se distinguível dos outros dois modos de explanação causal geralmente aceitos, a necessidade física e o acaso? Para detectar um design, dois atributos precisam estar presentes: complexidade e especificação. A complexidade garante que o objeto ou evento em questão não é simples ao ponto de poder ter causa no mero acaso. A especificação garante que o objeto ou evento tenham um padrão independente, e que possa ser associado unicamente a causas inteligentes. Dessa forma, a Complexidade Especificada se torna um critério para detectar o design empiricamente. Feito o arcabouço teórico para a detecção do design, passa-se ao desafio que Darwin fez a essa hipótese e às razões com quais os cientistas hoje se colocam contra o design[9].

Chapter 2: Another Way to Detect Design?

O capítulo 2 responde aos críticos que argumentam que a Complexidade Especificada não é um conceito bem definido ou que não possa ser a base de uma inferência segura para o design[9].

Chapter 3: Specified Complexity as Information

O capítulo 3 trata do arcabouço teórico para a detecção do design feito nos capítulos anteriores, traduzindo-o para um arcabouço teórico sobre o conceito de informação[8]. O Design Inteligente pode ser formulado como uma teoria da informação, dentro da qual a Informação Complexa e Específica (ICE) é tipo de informação que aponta confiavelmente para um design, não sendo redutível a causas naturais e cuja origem é melhor explicada por causas inteligentes. Enquanto forma de informação, a Informação Complexa e Específica se torna um objeto de estudo científico. O ponto alto do capítulo é a lei de conservação que governa a origem e o fluxo da informação, o que também faria do Design Inteligente uma teoria para detecção e medição da informação, explicando a sua origem e traçando o seu fluxo.[10]

Chapter 4: Evolutionary Algorithms

O capítulo 4 mostra como o arcabouço teórico sobre informação é robusto e faz uma reviravolta na discussão sobre algoritmos evolutivos, mostrando que eles não conseguem gerar Complexidade Especificada[8].

Chapter 5: The Emergence of Irreducibly Complex Systems

O capítulo 5 demonstra como a teoria desenvolvida nos capítulos anteriores pode ser aplicada para sistemas biológicos[8]. Uma das chaves para determinar se um sistema físico exibe Complexidade Especificada é a noção de Complexidade Irredutível. Como a Complexidade Especificada é uma noção probabilística, uma das objeções que se faz ao Design Inteligente é que o cálculo das probabilidades para se confirmar a existência de Informação Complexa e Específica (ICE) é impossível nos sistemas reais da natureza. O capítulo procura demonstrar que, embora nem sempre seja possível fazer tal cálculo com precisão, é possível estabelecer os limites das probabilidades mais relevantes, e que isso é adequado para o uso da noção da Complexidade Especificada na prática.[11]

Chapter 6: Design as a Scientific Research Program

Finalmente, o capítulo 6 trata do significado do Design Inteligente para a ciência[8].


Bibliografia

  • DEMBSKI, William. No Free Lunch: Why Specified Complexity Cannot Be Purchased without Intelligence [EBook Kindle]. Rowman & Littlefield Publishers, 2002.
  • DEMBSKI, William. Being As Communion: A Metaphysics of Information [EBook Kindle]. Ashgate Publishing Company, 2014.

Referências

  1. Being As Communion, p. 15.
  2. No Free Lunch, p. 10.
  3. No Free Lunch, p. 11.
  4. No Free Lunch, p. 12,13.
  5. No Free Lunch, p. 13,14.
  6. No Free Lunch, p. 14.
  7. No Free Lunch, p. 15.
  8. 8,0 8,1 8,2 8,3 8,4 No Free Lunch, p. 16.
  9. 9,0 9,1 No Free Lunch, p. 17.
  10. No Free Lunch, p. 17,18.
  11. No Free Lunch, p. 18.

Ligações externas